domingo, 3 de novembro de 2013

Dia sem ir a academia – 2 , dia menos 20 e dia 1



Dor, dor, dor... Merda! Espirraram em cima de mim e gripei! Só pode. Então me lembrei de passar metade da noite me molhando sob o ar gelado do trabalho. Tudo dói... Então, como não tem muita coisa a ser dita, resolvi lembrar dos dias negativos.
Dia menos 20: eu não pensava em emagrecer, em perder peso, em nada. Até que encontrei uma camisinha usada no lixeiro do príncipe encantado, e que não tinha sido usada comigo. Resultou que o príncipe era um sapo no cio que enfiava o amor que sentia por mim pelo cu (desculpem o palavrão) de sabe-se lá quem. Sofri, doeu, e então, sabe quando vemos que aquilo não combina conosco? Resolvi mudar. O que eu poderia fazer se meu cabelo já é curto, se já uso um visual com o qual eu já esteja satisfeito? Espera...
“Mãe, senhora disse que me daria qualquer coisa de aniversário, certo?”
“Sim, diga.”
“Quero 50 ml de botox só pra minha boca ficar simétrica.”
Depois de tanto chiar, reclamar, dizer que não tinha nada na minha boca, ela pagou e fomos. Foi tenso... A injeção oleosa doendo ao ser injetada na boca, a boca insensível, falar estranho no primeiro dia, mas, ainda assim não me senti satisfeito.
Dias depois, fui a um bar e um tipo, alto, moreno, e, uau! me ofereceu uma bebida. Chamei a ele que sentasse na minha mesa solitária e conversamos. O clima estava propenso a paquera, olhos nos olhos, sorrisos enrusbecidos, ele tocou minha mão, saímos para fumar, voltamos para o bar, flertamos, ele quis sair para ir ao banheiro e notei a demora. Ao ir em sua direção, eu o vi beijando a boca de outro rapaz mais magro e em forma. Fui até a mesa, disse a garçonete que o rapaz que estava comigo ia pagar, saí.
Depois de uns 3 dias bêbado, achando que eu era um bosta, decidi fazer dieta para me tornar atraente, desejável e saudável.
Foi quando me vesti como se fosse a uma festa de pagode (foi o que dissera minha irmã), e me inscrevi. Ainda lembro quando o recepcionista me levou até o sorriso feliz.
"Oi, prazer, me chamo Daniel. Serei seu professor. Qual seu nome?"
"Me chamo Lucio, mas tambem pode me chamar de 'seu desafio'." - que rude. Girei os olhos - "Odeio malhar, odeio esse ambiente, odeio essa gente sorrindo tamanha 7 da manhã."
"Então, pra quê você veio?"
"Quero ter pernas magníficas e ser desejado." (e eu o vi riscar algo numa ficha)
"Você fuma? bebe?"
"Sou fumante e alcoolico... oops, quase alcoolatra."
"Tem doenças?"
"Não sinto as palmas das minhas mãos por ter sindrome do nervo do carpo, quando me estresso minha coluna se contorce, tenho historico de diabetes na família." (e eu o vi riscar mais algo ainda).
"tudo bem, qual seu peso?"
"Não sei..."
ele me levou ate uma balança digital.
"117,5"
"shhh!"

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